DOSSIER 08

Alumínio poluição Máxima

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The underside of an aluminium can, its ring-pull opening shaped like a human eye, in black and white

O alumínio é extraído da bauxite através de processos químicos pesados. Por cada tonelada de alumínio, provocam-se até quatro toneladas de lamas vermelhas nocivas. São armazenadas em vastas bacias e muitas vezes fugas ou ruturas de diques provocam a inundação de aldeias inteiras pelas massas de lamas corrosivas. Metais pesados tóxicos como o chumbo, o cádmio e o mercúrio transformam rios em zonas mortíferas tóxicas. Mesmo fora de qualquer acidente, a penetração de substâncias tóxicas para o ambiente no ar, nos solos e nas águas tem consequências graves: as pessoas que vivem perto das fábricas de alumínio queixam-se da poluição da água, de doenças de pele e da morte dos peixes.

A sua exploração a céu aberto acarreta desflorestações de grande amplitude e a destruição dos ecossistemas e das paisagens.

Para atingir a fina camada rochosa situada sob a superfície da terra, são abatidas árvores em imensas superfícies na Austrália, na Indonésia, no Brasil e na Guiné. No Brasil, uma superfície equivalente a 250 campos de futebol é devastada todos os anos a fim de permitir a extração de bauxite.

Isso produz também emissões de flúor no ar e nas águas. Os vapores de flúor, muito oxidantes, atacam a vegetação; as águas carregam-se de flúor e de sais de alumínio tóxicos.

Além disso, o alumínio não é sem efeito sobre a nossa saúde, algumas fontes afirmam que poderia estar implicado em doenças como a de Alzheimer, a de Parkinson, a Amiotrofia lateral,...

A produção de uma tonelada de alumínio necessita de 15 megawatts-hora, ou seja, o consumo de um agregado de 2 pessoas durante cinco anos. A produção de alumínio, devoradora de energia, só é rentável com a disponibilização de uma grande quantidade de eletricidade e a preços muito baixos. No Brasil, por exemplo, constroem-se gigantescas barragens hidroelétricas e as terras das comunidades indígenas são inundadas

Na Alemanha, é a indústria automóvel a maior consumidora do metal leve: cada carro contém até 150 quilogramas de alumínio.

Cerca de 20% do alumínio está contido nas embalagens alimentares: não deixando passar a luz e sendo neutro ao nível do sabor, o alumínio é apreciado para o fabrico de cápsulas de café, de latas de conserva e outras tampas de iogurtes. É também utilizado como antitranspirante nos desodorizantes e regula a textura dos cremes. Encontra-se igualmente em certos medicamentos.

A procura de alumínio aumentou consideravelmente nos últimos anos, o que teve consequências desastrosas.

Podemos reduzir a nossa produção reduzindo o nosso consumo. Pense nisso!

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